Estilo Pet
Benefícios da interação entre autistas e pets
Pesquisa realizada por empresa americana indica que relação pode resultar em desenvolvimento das crianças
A convivência entre pessoas e animais tem cada vez mais ganhado espaço como elemento importante no tratamento de doenças e também no desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais. Prova disso são os já conhecidos centros de equoterapia, como o existente em Pelotas há 25 anos e que atende pessoas com deficiência ou doenças neurológicas. Porém, uma pesquisa divulgada recentemente mostra que o convívio diário com um pet pode ser importante também para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Conforme o estudo feito pela empresa americana Mars Petcare, a relação com animais domésticos - especialmente gatos - tem resultados positivos na evolução fisiológica, cognitiva, emocional e social de crianças com autismo. A pesquisa, financiada pelo Human Animal Bond Research Institute (Habri), da Universidade do Missouri, identificou que a adoção de um felino pelas famílias fez com que estas crianças sentissem rapidamente uma forte conexão com o pet.
Uma das conclusões do trabalho aponta que a presença dos gatos na vida de crianças com TEA causou efeitos positivos no desenvolvimento cognitivo e de aprendizado do vocabulário. A justificativa para isso seria o fato dos felinos interagirem sem transmitir a sensação de “pressão”. Ou seja, os gatos teriam como característica receberem carinho sem demonstrar e, além disso, podem passar horas olhando para uma imagem em absoluto silêncio. Dessa maneira, indica o estudo, criança e pet podem curtir seus silêncios naturalmente e juntos.
Embora os resultados das pesquisas mostrem que a convivência com cães e gatos beneficia crianças e adultos de forma geral, reduzindo estresse, medo, fadiga e tristeza, há uma diferença: crianças autistas tendem a se relacionar melhor com animais mais calmos.
Comunicação e raciocínio
Outro ponto importante elencado pelo estudo da Mars Petcare foi a melhoria no desemprenho e desenvolvimento na comunicação, raciocínio, percepção e memória das crianças que interagiram com gatos. Tanto as que possuem autismo quanto as identificadas com déficit de atenção.
Para os pesquisadores, a presença de um animal no ambiente familiar pode impactar positivamente a saúde emocional e as habilidades sociais destas crianças. Eles citam como exemplo que o contato com animais em casa ajudaria a criar vínculos e se sentir bem na presença de outro ser. Neste sentido, os efeitos também se estenderiam à saúde emocional dos pais, já que podem notar o desenvolvimento do filho superando dificuldades de interação a partir da relação com o pet.
Monitoramento
Apesar dos resultados animadores, o estudo ressalta que, para promover mais benefícios na relação de laços entre crianças e animais, a interação entre eles deve ser sempre monitorada por adultos para evitar imprevistos em que a criança pode se machucar ou exceder o limite imposto pelo animal. A busca por um especialista que possa fazer o acompanhamento dessa relação também é recomendada para qualquer eventualidade.
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